História da Paróquia

Tudo começou no ano de 1902, em Palermo, na Itália, quando nasceu Rosário Pirrello. Em julho de 1927, Rosário foi ordenado sacerdote e rezou sua primeira missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vinte anos depois, o frei Rosário desembarcava no Brasil e, em 1951, foi nomeado vigário da então nova Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

 

A princípio, a igreja e a casa paroquial funcionavam numa garagem improvisada da Rua das Flechas, no Jardim Prudência. Mas o grande sonho de frei Rosário era construir uma bonita igreja. Aproveitando-se de uma campanha da época -"Uma igreja em cada bairro"-, o Frei foi à luta. Entrou em contato com Derval Junqueira de Aquino, proprietário de grande parte das terras da Vila Mascote na ocasião, e solicitou a doação de um terreno onde pudesse tornar seu sonho realidade.

 

Tanto Deus, quanto Derval, atenderam às preces de frei Rosário e em 16 de julho de 1952, um terreno de 4.000 metros quadrados foi doado para a construção da igreja. O primeiro objetivo foi conquistado, mas ainda viria o desafio de efetivamente construir a igreja. Com as próprias mãos e a ajuda dos paroquianos, a obra começou na parte baixa do terreno, onde foram erguidos o salão e a casa paroquial. A igreja nunca ficou totalmente pronta e as cerimônias acabavam acontecendo de improviso no salão.

 

Frei Rosário sofreu diversas dificuldades em especial nessa fase, mas foi perseverante e ainda ajudou muitas pessoas, inclusive compatriotas imigrantes recém-chegados ao país. Com isso, recebeu várias condecorações, mas faleceu em 15 de novembro de 1982, sem ver seu grande sonho totalmente realizado.

 

Após a morte de frei Rosário, esta sede foi doada à Cúria Metropolitana. A igreja ficou por algum tempo sem pároco, e padres convidados e ministros da Palavra é que celebravam as missas. Até que, ainda diácono, Luiz Tomazini foi quem assumiu a paróquia e promoveu uma nova reforma da igreja dando-lhe o aspecto que tinha até fevereiro de 1994. Ele foi ordenado padre no dia 12 de outubro de 1982, e no período em que assumiu nossa igreja formou o Conselho Paroquial e o Conselho Administrativo, aos poucos seguidos de diversas pastorais, entre elas a da Saúde, a da Família, a da Liturgia, a da Catequese, a do Dízimo, a do Batismo, a do Crisma e a da Formação de Noivos. Na ocasião foi reativado também o Grupo de Jovens, e criada a distribuição de sopa aos pobres, bem como, promovidos bazares e outras iniciativas.

Depois de 5 anos, padre Tomazini foi substituído pelo padre Saturnino de Almeida, que se encontrava de visita ao Brasil, tendo permanecido por um ano e retornado à Índia em julho de 1988.

De agosto de 1988 até 1989 foi nosso pároco o padre Oswaldo Gerolin Filho. Depois, também por um ano foi nosso pároco o padre José Aparecido Gonçalves de Almeida, hoje, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília.  No final de 1990 ele foi enviado a Roma, para estudos, por ordem da Diocese de Santo Amaro, e quem o substituiu por três anos como administrador paroquial foi o padre Orlando Rocca.

Em dezembro de 1993, a Cúria inaugurou em parte do terreno de nossa igreja a sua sede, com 1.700 metros quadrados de área construída, contando com auditório, salas de reuniões e escritórios para diversas pastorais.

 

Em 1994, quem assumiu nossa paróquia foi o padre Gennaro Antonio Di Luccia, responsável pela demolição das antigas instalações e início da construção da nova paróquia que teria como endereço a Av. Mascote. Nesse período também a Cúria cedeu todas essas  instalações da sua sede para que a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro realizasse suas atividades até o término das obras da nova igreja, que estava sendo construída na ocasião.

Um ano mais tarde, padre Gennaro buscou na Sicília a imagem de Santa Rosalia e foi quando a nossa igreja passou a se chamar Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Santa Rosalia

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Também já desde 1994, a igreja contava com o até então diácono Marcelo Rossi, que tendo sido ordenado em dezembro do mesmo ano começou a pregar a Palavra de Deus com tanto entusiasmo que, aos poucos, conquistou os fiéis que assistiam suas missas. Com o tempo, o espaço acabou se tornando pequeno para a quantidade de pessoas que frequentavam nossa igreja e o padre Marcelo passou a celebrar no espaço de nome Gonzagão e, posteriormente, no Santuário Terço Bizantino, de forma muito rápida e contribuindo de forma exponencial para o Movimento Católico no Brasil, bem como, adepto à Renovação Carismática Católica. Nessa época, nossa paróquia se tornou conhecida nacionalmente e até mundialmente por meio do instrumento de evangelização que foi o padre Marcelo. Muitas famílias foram resgatadas e em especial nosso bairro viveu com fervor o lema: "Sou feliz por ser católico".

Depois do padre Marcelo, em 2001, quem assumiu nossa paróquia foi o padre José da Silva Filho, que já servia como diácono em nossa igreja. Ele permaneceu guiando nossa comunidade, quando veio a falecer ainda jovem por conta de um câncer. Um sacerdote muito querido pelos paroquianos, que deixou muita saudade e ensinamentos de Deus.

Em 2003, padre Gennaro assumiu novamente nossa igreja e permaneceu como pároco por mais 3 anos.

 

Em 2007, tivemos a graça de conhecer o padre Giuberto Badiani, querido Padre Beto, que conduziu durante 7 anos nossa comunidade sendo pároco da Perpétuo e sendo verdadeiro instrumento do fogo do Espírito Santo entre os fiéis.

Em 2014, mais uma enorme graça foi concedida à nossa igreja, agora o padre Ailton Fernandes Cardoso foi quem veio para assumir como pároco da Perpétuo, trazendo sua espiritualidade, permitindo, através da ação do Espírito Santo, muitas almas reencontrarem a Deus e conhecerem verdadeiramente Jesus. Junto a ele, estiveram conosco ao longo dos últimos anos como vigários o padre Danilo, padre Rodrigo, padre Tiago, padre Gabriel e, atualmente, o padre Régis.

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